O Ministério da Saúde (MISAU) de Moçambique anunciou a previsão de mais de seis milhões de casos de doenças sensíveis às mudanças climáticas para a época chuvosa de 2026/2027. Entre estas condições, destacam-se a malária, síndrome febril, diarreia, cólera, meningite e sarampo.
De acordo com Américo José, Chefe da Repartição de Monitoria e Análise do Observatório Nacional de Saúde, ligado ao Instituto Nacional de Saúde (INS), a malária poderá ser responsável por mais de 4,5 milhões de casos, enquanto a síndrome febril poderá contar com cerca de 1,3 milhões de notificações, entre outras doenças.
O responsável sublinhou que o sector da saúde tem implementado diversas acções programáticas com o intuito de reduzir os riscos associados a estas doenças. O MISAU, por exemplo, tem efectuado campanhas de sensibilização comunitária sobre a importância do uso de redes mosquiteiras.
Neste contexto, o Ministério tem distribuído redes mosquiteiras durante as consultas pré-natais nas unidades sanitárias em todo o país, atendendo principalmente mulheres grávidas e crianças, bem como outros grupos vulneráveis.
Outra medida salientada por Américo José é a sensibilização das comunidades sobre a importância da lavagem das mãos e da fervura da água destinada ao consumo, visando garantir a segurança hídrica e, assim, prevenir infecções por diarreia e cólera.
Américo José enfatizou que a implementação destas intervenções, incluindo a vacinação contra a cólera, já em curso em algumas províncias e com planos para abranger o país na sua totalidade, tende a reduzir o risco de infecções.
As declarações foram proferidas durante o Fórum Nacional de Antevisão Climática (FNAC-XIII), que reuniu várias instituições do Estado e parceiros de cooperação, realizado na capital moçambicana.








